Um edifício será tão mais eficiente quanto menor for o coeficiente de transmissão térmica de todos os elementos que fazem parte da sua envolvente
Texto: Rui Oliveira
Reflectherm
Soluções que contemplam a produção de energia e/ou a sua permuta, constituem um acréscimo muito importante no desempenho energético de uma edificação, contudo, agora, pretende- -se apenas avaliar o desempenho das três tecnologias de isolamento mais conhecidas, na qualidade térmica da envolvente.
Pretende-se assim, responder às dúvidas mais pertinentes que os senhores projetistas colocam, aquando da eleição de uma determinada tecnologia visando o tratamento térmico das edificações, nomeadamente no que concerne aos isolamentos refletivos.
Os projetistas perguntam-nos concretamente: sabemos da existência das três mais representativas tecnologias para o tratamento térmico das edificações a saber:
• Os isolamentos reflectivos multicapas, com espessuras superiores a 25mm;
• A família do poliestireno;
• A família das lãs minerais.
Tem-nos sido reportada a sua dificuldade na avaliação do desempenho e correspondente comparação de cada uma destas tecnologias.
A Reflectherm, desde há muito, que defende o estabelecimento de um critério de avaliação que ponha em pé de igualdade toda e qualquer “solução de tratamento térmico” consubstanciado na obtenção de um determinado coeficiente de transmissão térmica, com qualquer das tecnologias enunciadas; definido pela Agência de Energia, e para cada uma das três zonas climáticas caracterizadas para Portugal, (I1; I2; I3), respetivamente de: 0,50 W/m2.K; 0,35 W/m2.K e 0,30 W/m2.K (parâmetro vertical, fluxo horizontal) e, com que materiais são alcançados?
Se assim acontecer, estamos realmente a comparar o que é comparável e, rapidamente se conclui que a tecnologia dos isolamentos refletivos multicapas constitui uma alternativa muito interessante, comparativamente com as suas congéneres lãs minerais e poliestireno; nomeadamente no que concerne à análise do desempenho térmico, e por fim, a durabilidade e também o preço.
A vantagem do fator continuidade observado na pós instalação/ colocação dos materiais refletivos, a par de constituírem uma barreira à transmissão do vapor de água, adicionado ainda à manutenção da sua estabilidade dimensional e durabilidade, catapultam as soluções multicapas refletivas para o centro de discussão e análise destes materiais, visando a sua adequada prescrição.
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM EDIFÍCIOS

O projetista deve estar de posse de alguns valores típicos relativos ao processo de cálculo da resistência térmica, nomeadamente, a condutividade dos materiais mais correntes
Falta dar a conhecer aos prescritores alguma informação sobre o desempenho destes materiais, nomeadamente no processo de avaliação da sua resistência térmica.
A resistência térmica dos materiais refletivos têm duas parcelas, a resistência térmica intrínseca à qual é adicionada à resistência térmica das caixas-de-ar, não ventiladas.
A resistência térmica intrínseca é a que corresponde ao valor que se obtém dividindo a espessura do isolamento
em metros), pela sua condutividade.
A resistência térmica das caixas-de-ar não ventiladas, se e só se existirem; tomam respetivamente os valores de 0,53 m2.K/W para fluxo horizontal e de 0,41 m2.k/W para fluxo vertical ascendente.
O projetista deve estar de posse de alguns valores típicos relativos ao processo de cálculo da resistência térmica,
nomeadamente, a condutividade dos materiais mais correntes, a saber:
• Lãs minerais: condutividade 0,040 W/m.K
• Poliestireno: condutividade 0,037 W/m.K
• Refletivos com bolha de ar: condutividade de 0,040 W/m.K
• Refletivos multicapas não perfurados- condutividade entre 0,032 e 0,037 W/m.k.
Por vezes, encontramos condutividades declaradas entre os 0,011 W/m.K e os 0,019 W/m.K; aqui, vamos dizer e com muita “simpatia”, tratar-se de um lapso.
Os fabricantes indicam, por vezes, outros valores que se afastam dos indicados; pelo que se aconselha a utilização dos referidos, para que, se não cometam erros de avaliação, os quais resultariam em prejuízo do consumidor final.
Notar que, em cobertura, para consignarmos duas caixas-de-ar, necessitamos de um segundo afastador e de um segundo material para encerrar a segunda caixa-de- -ar. Posteriormente, levará ripado e contra ripado para assentamento da telha e sua correta ventilação e, só esta camada é ventilada para garantir a adequada ventilação da telha, tanto na estação de inverno como na de verão.
